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Descrição sintética do método


Silvia Friedman

Com base na visão de que, do ponto de vista psicológico, a gagueira é consequência de uma modo de funcionamento subjetivo particular à produção de fala, que deriva de uma imagem de si como mau falante, o tratamento direciona-se para a ressignificação da experiência de fala e a modificação dessa imagem de falante.   

Esse processo desenvolve-se por meio de dois eixos. Um está apoiado no diálogo paciente / terapeuta e visa conhecer a história de vida, os valores e as motivações do paciente. O outro está apoiado no trabalho corporal e visa a sensibilização do corpo do paciente, a fim de construir uma consciência muscular da produção da fala e das tensões do corporais que a acompanham.     

Por meio da sensibilização (propriocepção) do corpo como um todo e do corpo quando a fala se produz, trabalha-se a percepção e a compreensão da efetiva capacidade de falar. O trabalho volta-se para a consciência dos movimentos tensos e soltos e para a relação destes com o fluir, o gaguejar e os estados emocionais/ afetivos. Diversas atividades de vocalização, canto e fala materializam esse trabalho.   

A partir do diálogo trabalha-se a compreensão e a desmistificação da lógica subjetiva que sustenta a produção de uma fala gaguejante. Uma lógica que está calcada no medo/vergonha de gaguejar e em ações para esconder a gagueira. Para tanto, desenvolvem-se atividades mentais meditativas que ajudam a transformar a lógica do mau falante em lógica do bom falante, um falante que não tem medo de gaguejar, porque reconhece e confia em sua capacidade de fluir. 

Por meio da sensibilização do corpo, trabalha-se a percepção dos músculos envolvidos na produção da fala e das tensões que a acompanham. Desenvolve-se a consciência da efetiva capacidade de falar. São usadas atividades de vocalização, canto e fala.

Esse tratamento pode desenvolver-se tanto em terapia individual como em terapia grupal.